Quando a Terceira Guerra do Golfo adquire uma lógica regional
Gunther Rudzit — professor de relações internacionais da ESPM/SP e professor convidado da Universidade da Força Aérea (Unifa)
Siga o canal do Correio Braziliense no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular.
A Terceira Guerra do Golfo começou em meio à desconstrução da ordem internacional pelos Estados Unidos. A ação militar na Venezuela reafirmou a disposição de Washington de substituir regras e instituições pelo emprego direto da força. Pouco depois, Estados Unidos e Israel atacaram o Irã supondo que a superioridade tecnológica produziria uma guerra rápida. O cálculo mostrou-se equivocado. A superpotência continua capaz de destruir instalações e eliminar lideranças, mas não de transformar supremacia militar em solução política. O poder americano não desapareceu; encontrou seu limite.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
Foi esse impasse que tornou possível o Memorando de Entendimento entre Washington e Teerã. Os dois lados precisavam interromper uma guerra que nenhum conseguia encerrar. O documento prorrogou o cessar-fogo por 60 dias e adiou os temas decisivos: o programa nuclear iraniano, as sanções e a segurança de Ormuz. Produziu uma pausa operacional, não uma arquitetura de paz. Quando os combates recomeçaram,........
