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Por uma ciência da comunicação contra a violência de gênero

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Por Janaína Penalva — professora da Faculdade de Direito da UnB e integrante do Grupo Tramas: pesquisa, gênero e ativismo; Felipe Polydoro — professor da Faculdade de Comunicação da UnB e integrante do Grupo Tramas: pesquisa, gênero e ativismo

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Precisamos conversar sobre as campanhas de prevenção à violência de gênero. Uma conversa crítica, franca, para ontem. E a urgência tem um motivo louvável. Poucas vezes se viu o espaço público brasileiro tão pautado pelo sofrimento infligido diariamente a milhões de mulheres e meninas: notícias, artigos de opinião, debates na TV, postagens em redes sociais, novelas, discursos eleitorais de todo o espectro político. E, no meio disso, a inundação de campanhas, num movimento em expansão desde a criação da Lei Maria da Penha, 20 anos atrás, e que recentemente adquiriu progressão geométrica. Falamos aqui de peças, cartazes, banners, cards e outros produtos — geralmente com linguagem publicitária — criados por instituições públicas e privadas com o objetivo de informar, prevenir, conscientizar e estimular denúncias de violência de gênero.

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Precisamos falar das campanhas porque, apesar da bem-vinda multiplicação, boa parte das mensagens ignoram o conhecimento acumulado sobre a comunicação como........

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