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Pós-eleição: os desafios estratégicos do próximo governo

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18.10.2026

O eleitor brasileiro historicamente não vota pensando em política externa. O problema é que, pela primeira vez em décadas, a forma como o Brasil se insere na ordem internacional pode determinar uma parcela crescente dos problemas sobre os quais ele vota.

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Quando terminar o segundo turno, os desafios do próximo presidente já estarão em boa medida definidos. Eles não dependem do resultado das urnas. A ordem internacional atravessa uma ruptura. A competição entre Estados Unidos e China alcançou áreas antes tratadas como econômicas ou tecnológicas. Semicondutores, inteligência artificial, minerais críticos, energia e infraestrutura passaram a ser analisados também sob a ótica da segurança nacional.

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Isso coloca em questão uma resposta tradicional da política externa brasileira: buscar autonomia por meio da diversificação de parceiros, da equidistância e de relações de geometria variável. Essa estratégia funcionava melhor em uma ordem na qual economia, tecnologia, comércio e segurança eram vistos como esferas relativamente separadas e predominava a expectativa de que a interdependência........

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