O Pix não é o vilão
Quando uma potência comercial não consegue competir com a solução de outro país, há duas opções: inovar ou taxar. Os Estados Unidos escolheram a segunda: aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com entrada em vigor na próxima quarta-feira. A decisão é resultado de uma investigação de um ano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite ao governo norte-americano retaliar países por supostas práticas comerciais desleais. Entre os pretextos listados, estão o Pix, decisões judiciais sobre plataformas digitais, acesso ao mercado de etanol e desmatamento. O secretário de Estado, Marco Rubio, foi além nos argumentos técnicos: em publicação nas redes sociais, afirmou que "Lula colocou o próprio ego acima de um acordo" e que o presidente brasileiro "não negociou de boa-fé". A acusação diz mais sobre o tom da relação bilateral do que sobre qualquer fundamento comercial.
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