Comunicação pública não deveria entrar em defeso
Jorge Duarte — presidente da Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública)
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Nas últimas semanas muita informação de interesse público desapareceu de sites, portais e redes sociais de órgãos públicos por causa da legislação eleitoral. É o velho caso de jogar fora o bebê junto com a água do banho.
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Nos três meses anteriores às eleições, é vedada a publicidade institucional nas esferas com cargos em disputa — neste ano, a federal e as estaduais — para impedir que a estrutura do Estado seja usada em favor de candidaturas. Faz sentido, embora saibamos que a campanha começa no primeiro dia de mandato. O que não faz sentido é a reação de muitos órgãos: esconderam acervos, suspenderam publicações e reduziram drasticamente a comunicação com a sociedade.
Desde 4 de julho, equipes de comunicação, consultorias jurídicas e gestores gastam tempo em reuniões e grupos de WhatsApp (e textos como este) discutindo o que pode ficar no ar. Uma questão que já deveria estar resolvida virou operação de emergência. Como ninguém quer correr risco, retira-se tudo o que possa gerar dúvida.
A Polícia Federal (PF) ocultou notícias de seu portal. O Arquivo Nacional restringiu publicações até o fim do defeso. O Ibama arquivou........
