A reconstrução da soberania farmoquímica brasileira
Washington Quaquá, Marcelo Velho e Keffin Gracher — prefeito, secretário de Saúde e secretário de Comunicação de Maricá, respectivamente
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O Brasil abriu mão, ao longo das últimas décadas, de parte importante da sua soberania sanitária e tecnológica. Hoje, cerca de 90% dos insumos farmacêuticos ativos (IFAs) utilizados pela indústria nacional são importados, principalmente da China e da Índia, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi) e da Fiocruz. Isso significa que grande parte dos medicamentos consumidos pela população brasileira depende da capacidade produtiva, logística e geopolítica de outros países.
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A pandemia de covid-19 expôs de forma brutal essa fragilidade. Em um momento de crise global, o mundo inteiro disputava respiradores, vacinas, medicamentos e insumos. Países que possuíam capacidade industrial instalada responderam mais rapidamente. Países dependentes sofreram mais. O Brasil sentiu na prática o risco de não possuir autonomia........
