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A fome que o negacionismo ainda alimenta

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Francisco Menezes — economista, ex-presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, (Consea) e colaborador da ActionAid no Brasil; Jorge O. Romano — doutor em ciências sociais, professor da UFRRJ e assessor estratégico da ActionAid

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O relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo, recém-divulgado pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura)  e outras quatro agências da ONU, informa que o Brasil, no triênio 2023-2025, manteve-se fora do Mapa da Fome. Isso se dá em uma conjuntura internacional muito desfavorável com os efeitos de guerras, eventos climáticos extremos e outros fatores que impactam o mercado mundial de alimentos. O mesmo estudo revela que, no Brasil, 9% da população estava na condição de insegurança alimentar moderada, que se dá quando o acesso regular a alimentos adequados é comprometido, enquanto no triênio de 2020-22 o índice foi de 13,6%. E a insegurança alimentar severa — que ocorre quando a pessoa fica sem alimentos, passa um dia inteiro sem comer ou convive com episódios frequentes de fome por falta de recursos — caiu acentuadamente para 0,6%, contra os 8,5%........

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