A eleição do ódio, o avanço da AfD e os limites da tolerância democrática
Ilana Trombka — diretora-geral do Senado Federal; PhD em administração de empresas, professora de pós- graduação em administração pública do IDP; Mauricio Trombka Ayres da Fonseca —advogado, bacharel em direito pelo IDP, pós-graduando em processo civil pela mesma instituição
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Vivemos um período em que as democracias passam por turbulências, nem sempre inesperadas. Estima-se que apenas 28% da população mundial vive em Estados democráticos, e até estes não estão longe das amarras autoritárias. A Alemanha, por exemplo, está mais próxima do que se deseja de um regime de ódio. Nas eleições estaduais de 6 de setembro deste ano, o partido extremista AfD, que foi classificado pelo Verfassungsschutz estadual desde 2023 como organização de extrema-direita, que representa posições nacionalistas e ressentimento contra estrangeiros, conquistou, na Saxônia-Anhalt, 39 das 83 cadeiras do Parlamento estadual. Foi uma vitória marcante. Apesar de não deter imediatamente maioria absoluta para governar, o partido precisa de mais três cadeiras para formar seu primeiro comando estadual.
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O estado de Saxônia-Anhalt tem 2,1 milhões de habitantes, é a região com menor renda per capita do país, além de ter uma taxa de desemprego superior à média nacional. Em contextos desfavoráveis como........
