Futebol e a catimba no STF
Tem jogo que cansa antes de começar. Não pela qualidade dos times, mas pela catimba. O zagueiro chega atrasado e acerta o adversário. Falta. Reclamação. O atacante demora para cobrar. O goleiro segura a bola além da conta. Um jogador cerca o árbitro, outro entra na conversa, o banco se levanta. O juiz apita. E a bola continua parada.
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Não é uma crítica à malícia do futebol. Ela faz parte do jogo. Há equipes que sabem esfriar o adversário, quebrar o ritmo, transformar cada interrupção em vantagem. O problema aparece quando a partida passa a ser disputada mais no grito do que na bola. Quando cada lance abre uma assembleia. Quando o árbitro vira o centro da cena e os 22 jogadores parecem esquecer o motivo pelo qual estão ali.
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Foi impossível não pensar nisso ao acompanhar a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira. Eu me........
