Paradiplomacia e a dimensão subnacional da geopolítica
*Robson Cardoch Valdez - Professor de Relações Internacionais do IDP-Brasília
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Como é sabido, a assinatura do Acordo de Livre Comércio Mercosul-União Europeia aconteceu em um cenário internacional marcado pela fragmentação das relações comerciais e por disputas geopolíticas com impactos imprevisíveis sobre a hierarquia do poder no sistema internacional. Seus efeitos não se limitam exclusivamente ao âmbito federal e alcançam diretamente os governos subnacionais que lidam, no cotidiano, com incorporação de novas normas e redefinição de parcerias estratégicas. É dentro desse contexto que a paradiplomacia de estados e municípios passa a ocupar um papel central no sentido de alinhar suas estratégias de desenvolvimento de forma sistêmica por meio de uma refinada leitura das dinâmicas geopolíticas e geoeconômicas globais.
Tomemos o Rio Grande do Sul como exemplo. Em 2025, Bélgica, Vietnã, Indonésia e Paraguai destacaram-se como parceiros que ampliaram, significativamente, seus respectivos fluxos comerciais com o estado, ficando atrás somente de destinos tradicionais, como China, Estados Unidos e Argentina. Somados, aqueles países (Bélgica, Vietnã, Indonésia e Paraguai) aproximaram-se do volume importado por norte-americanos e........
