O que está acontecendo com as empresas brasileiras?
Casas Bahia. Habib’s. Braskem.
Varejo. Alimentação. Indústria. Agronegócio.
Quando foi que ser bom deixou de ser suficiente?
O pênalti não decidiu o jogo. A decisão veio antes.
Empresas diferentes, setores diferentes, histórias diferentes.
Mas todas aparecendo, praticamente ao mesmo tempo, nas páginas de economia por uma razão semelhante: dívida, crédito, caixa e a necessidade de reorganizar estruturas financeiras que deixaram de caber confortavelmente dentro da operação.
Quando uma grande empresa entra em crise, procuramos a explicação naquela empresa.
Uma aquisição errada. Uma expansão exagerada. Uma dívida mal contratada. Uma gestão equivocada.
E quase sempre existe uma história particular a ser contada.
Mas quando empresas de setores completamente diferentes começam a apresentar sintomas parecidos, talvez seja necessário fazer outra pergunta.
E se o problema já não estiver apenas dentro das empresas?
Os números ajudam a dimensionar o cenário.
Em junho, o Brasil ultrapassou a marca de 9,1 milhões de empresas inadimplentes, o maior número da série histórica da Serasa Experian. Juntas, acumulavam R$ 232,9 bilhões em dívidas negativadas.
No agronegócio, foram 474 pedidos de recuperação judicial apenas no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 21,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A própria Serasa aponta alguns elementos conhecidos de quem está no mercado: crédito mais seletivo, custos elevados, maior alavancagem e pressão sobre o fluxo de caixa.
Separadamente, cada número conta uma história.
Juntos, começam a contar........
