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Aos 50 anos, o G7 administra o próprio declínio

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Em novembro de 1975, seis chefes de governo se fecharam no castelo de Rambouillet para enfrentar uma crise que nenhum deles conseguia administrar sozinho. O choque do petróleo de 1973 quadruplicara o preço do barril, o sistema monetário de Bretton Woods havia ruído dois anos antes e a inflação corroía as economias ocidentais. O presidente francês Valéry Giscard d’Estaing reuniu Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Itália e Japão em um arranjo deliberadamente informal, sem sede, sem tratado e sem burocracia permanente. O Canadá ingressaria no ano seguinte, completando o grupo que passaria à história como G7.

A proposta original era simples: coordenar políticas econômicas entre as maiores democracias industrializadas para estabilizar moedas, juros e comércio. Durante décadas, a fórmula funcionou. O Acordo do Plaza, em 1985, reorganizou os mercados cambiais; nos anos 1990, o grupo patrocinou programas de alívio da dívida dos países mais pobres e ampliou sua agenda para temas como terrorismo e proliferação nuclear.

Foi também o período de máxima influência dos sete. Com a União Soviética dissolvida e a China ainda distante da posição que ocupa hoje, o bloco concentrava a maior parte da riqueza mundial e exercia enorme influência sobre organismos como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. A entrada da Rússia,........

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