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A mesquita, o silêncio e o desafio de Leão XIV

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25.04.2026

A cena não foi desenhada para aplausos fáceis. Em 13 de abril de 2026, o Papa Leão XIV atravessou a soleira da Grande Mesquita de Argel sem sapatos e sem discurso. Permaneceu em silêncio por quase dez minutos ao lado do imã. Não há como subestimar a potência política de um gesto assim num tempo em que palavras demais encobrem a ausência de sentido.

Nascido em Chicago, primeiro papa dos Estados Unidos e primeiro agostiniano a ocupar o trono de São Pedro, Leão XIV chegou a Argel como parte de uma viagem de 11 dias por quatro países africanos. Escolheu a terceira maior mesquita do mundo para inaugurar, de forma inequívoca, o tom de seu pontificado. Não se tratou de cortesia protocolar. Foi uma tomada de posição.

No voo de volta, ao comentar o episódio, o pontífice afirmou que cristãos e muçulmanos podem coexistir de maneira concreta, citando Argélia e Líbano como exemplos imperfeitos, porém reais. Pediu aos católicos menos medo do Islã e mais disposição para compreendê-lo. Não é a primeira vez. Desde o início do pontificado, Leão XIV vem insistindo que o século XXI não........

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