Dois pesos: mídia esconde rolex e orgias de Flavio e destaca suposta viagem de Fabio Lula
A força da verdade tarda, mas não falta. Ela é que traz à luz fatos graves de um recente e tenebroso passado de Flavio Bolsonaro, como tráfico de influência, recebimento de presentes, participação em orgias e outras condutas ilícitas, como mostrou com riqueza de detalhes a reportagem de Rodrigo Rangel no site PlatôBR.
Os grandes veículos, entretanto, vêm ignorando tais revelações, que incluem o recebimento de um relógio rolex de R$ 305 mil e o pagamento sistemático de despesas pessoais por um lobista. Nas mesmas 24 horas que se seguiram à publicação do PlatôBR, os jornalões, seus sites e as emissoras de TV foram pródigos em repercutir matéria da jornalista Malu Gaspar em O Globo, afirmando que a empresária Roberta Luchsinger bancou uma viagem à Escandinávia para o filho do presidente Lula, Fábio Luís e sua família, ao custo de R$ 1,8 milhão. Mais uma vez, a jornalista foi beneficiada por um vazamento seletivo da Polícia Federal.
Notícia, se bem apurada, é para ser publicada, doa em quem doer. O que eu aponto aqui é a assimetria no tratamento. Ao contrário da matéria sobre a viagem de Fabio, amplamente reproduzida por outros veículos, a densa reportagem do PlatôBR só encontrou eco maior em mídias independentes ou regionais.
A Folha de S. Paulo, falsamente isentona, falou do assunto de forma canhestra. Em vez de........
