A vitória do Brasil. A vida presta
Durante a curta porém épica campanha eleitoral do segundo turno, a movimentação do octogenário Lula com a energia yang de um jovem me fazia pensar em Atlas, titã da mitologia grega encarregado de sustentar o peso do mundo sobre os ombros. Pois a Lula cabia evitar que o fascismo bolsonarista voltasse a mandar no Brasil, e também propiciar maior equilíbrio ao tabuleiro geopolítico nas relações internacionais.
Afora o grande significado de sua vitória para o futuro do Brasil, ela servirá também de contenção à força global da extrema direita e ao projeto de um mundo unipolar, em favor do multilateralismo. Disso falam os efusivos cumprimentos de líderes europeus, enquanto Trump se cala.
Sua vitória evitou o quase completo domínio da extrema direita na América do Sul. Se Lula tivesse perdido, só ficaria faltando a queda do Uruguai. Esta ambição foi claramente verbalizada pelo secretário de Estado norte americano Marco Rubio. O Brasil que ele chamou de quintal mostrou-lhe a força de seu líder e também a de seu povo.
Rubio e Trump compõem a lista dos grandes derrotados por Lula, encabeçada por uma elite nacional que fala em democracia mas não hesita em sacrificá-la diante........
