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50 anos após o golpe na Argentina: Memória antiditatorial, solidariedade antinegacionista

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07.03.2026

Por Sergio Ferrari - Nesse momento político e apenas meio século após o último golpe de Estado na Argentina, essa solidariedade se expressa hoje em duas direções: a reivindicação e a defesa da Memória, Verdade e Justiça, e a denúncia do projeto antissocial do atual governo de Milei.

Uma Declaração contundente

Para as cerca de cinquenta organizações argentinas, latino-americanas e suíças, que assinaram a Declaração do golpe de 1976 contra o projeto neoliberal de Milei, trata-se de desmascarar diante da opinião pública um projeto econômico-social que tem grandes semelhanças — quase uma continuidade — com o dos militares daquela época.Preparada conjuntamente pelo Nunca Más, Argentinos para a Vitoria Província 25 (regional suíça), a Associação El Periscopio de ex-presos políticos de Coronda, o Jardim dos Desaparecidos, Latino Lab e AMIS, essa Declaração também contou com o apoio de personalidades políticas e sociais suíças. Entre eles, senadores e deputados nacionais, além de líderes dos principais sindicatos. (https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=939647161901274&id=100075679970704&rdid=26KTcFjfgv4JRuWU#).

Muitas das adesões foram imediatos, algumas com argumentos. A ex-deputada nacional Anne-Catherine Menetrey, por exemplo, escreveu: "Claro, assino esta declaração com prazer! É tão importante, não apenas por causa dessa data comemorativa, mas também pela incerteza quanto ao futuro que nos espera preparado pelos novos ditadores predatórios e pela evolução política do mundo, especialmente na América Latina. É aterrorizante ver o terror que Donald Trump espalha, que nos deixa atônitos e impotentes". Ou o líder do principal sindicato suíço que aderiu à Declaração, agradecendo infinitamente aos promotores "por esse grande compromisso" militante.

De 2 de março até o final do mês, uma dúzia de atividades muito diversas serão realizadas em Genebra e Berna, como o bordado de um mosaico (patchwork) pela memória; apresentação de livros e exibições de filmes; um colóquio universitário e uma videoconferência com o Coletivo INTERMESAS de Sítios de Memória da Argentina (https://jardindesdisparus.org/wp-content/uploads/2026/02/Flyer-bleu-mars-mois-de-la-memoire.pdf). No dia 24 de março, na capital suíça, outras organizações realizarão uma atividade político-cultural focada na situação atual argentina em um "continente ameaçado" (https://www.solifonds.ch/veranstaltungen).

Para a professora Marcella Camerano,........

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