A chuva das tragédias: de Cláudio Castro, Yuri Moura, a marcha bolsonarista e o raio em Brasília
Em um país onde tragédias ambientais, obras mal executadas e espetáculos políticos se sucedem sem elaboração pública, a Justiça julga, nesta semana, o deputado estadual Yuri Moura por fiscalizar intervenções precárias em Petrópolis, enquanto, em Brasília, um raio atinge apoiadores reunidos para uma marcha bolsonarista. Entre processos, desastres e encenações, o Brasil segue transformando memória em incômodo - e o esquecimento em política de Estado.
O Brasil não desmorona de uma vez.
Ele se desfaz em parcelas.
Uma encosta mal contida.
Um rio adoecido.
Um prédio implodido.
Uma imagem falsa circulando.
E, entre tudo isso, o esquecimento.
Nesta semana, em pleno recesso do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o deputado estadual Yuri Moura será julgado por ter feito aquilo que sua função exige: fiscalizar. Estar ao lado das vítimas. Denunciar uma obra emergencial que, anos depois da tragédia climática de Petrópolis, ainda não garantiu segurança às famílias da Rua Nova.
A acusação partiu do governador Cláudio Castro. O motivo: um vídeo gravado em 2023, no qual Yuri, ao lado dos moradores, chamou a obra de "porca" e denunciou corrupção, atrasos e abandono institucional.
O que está em julgamento, portanto, não é apenas uma fala.
É o direito à........
