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Maria passa na frente e Lula vem com ela

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25.09.2026

A GloboNews se retratou depois que a jornalista Maria Cristina Fernandes afirmou, durante a programação da emissora, que setores da Igreja Católica estariam preocupados com um suposto projeto de Flávio Bolsonaro para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A informação estava errada, mas o projeto citado existe, e inclusive foi apresentado em 2007 pelo então deputado federal Victório Galli (Progressistas), foi arquivado pela Câmara dos Deputados em 2008 e não tem relação com Flávio Bolsonaro. A confusão, porém, encontrou um momento político em que Nossa Senhora voltou a ocupar um lugar importante na disputa sobre religião, identidade nacional e soberania.

O Projeto de Lei 2.623/2007 pretendia alterar a legislação que reconhece 12 de outubro como feriado nacional em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. O texto propunha substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. Na justificativa, Galli argumentava que o Estado brasileiro é laico e não deveria possuir uma padroeira oficial. A proposta foi rejeitada na comissão responsável pela análise e acabou arquivada em agosto de 2008. Galli posteriormente ocupou o cargo de assessor especial da Presidência da República durante o governo Jair Bolsonaro.

O projeto voltou a circular porque a relação entre bolsonarismo e símbolos religiosos já vinha sendo marcada por disputas públicas. Em outubro de 2022, durante a campanha pela reeleição, Jair Bolsonaro esteve no Santuário Nacional de Aparecida no dia dedicado à santa. A presença do então presidente e de seus apoiadores provocou manifestações políticas dentro e fora do templo, com gritos de “mito” durante a programação religiosa e hostilidades contra jornalistas. No entanto, o episódio mostrou como um espaço dedicado à devoção podia ser incorporado ao cenário de uma campanha eleitoral.

Quatro anos depois, a........

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