Ormuz: o estreito que ninguém pode fechar — e que, ainda assim, pode parar
O Estreito de Ormuz não tem dono. Ele é formado pelas águas territoriais do Irã e de Omã e, pelo direito internacional, deveria permanecer aberto à navegação. A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar garante o chamado direito de passagem em trânsito: navios cruzam, e pronto. Nenhum país decide sozinho quem passa e quem não passa.
Na prática, Ormuz revela um limite incômodo do direito: ele vale até onde a força permite.
Os Estados Unidos não têm soberania sobre o estreito, mas mantêm presença naval constante na região. Não podem fechá-lo legalmente — e, se o fizessem, seria um ato direto de guerra. Seu papel declarado é outro: manter a rota aberta, garantir a circulação, proteger interesses........
