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Como os sonhos oleosos de Trump podem desmoronar em um poço escuro da Venezuela

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09.01.2026

Comecemos com os novos éditos do neo-Calígula com relação à satrapia imperial que ele diz que hoje pertence a ele. Não exatamente éditos, mas ameaças descaradas dirigidas à nova Presidenta Interina Delcy Rodriguez:

O Neo-Caligula, em uma outra ofensiva de sua boca motorizada, também esclareceu que pretende de algum modo reformular o setor petrolífero venezuelano por meio de subsídios. “Pode ser que demore menos que 18 meses”, que então se metamorfoseou em “podemos precisar de menos tempo que isso, mas vai custar muito dinheiro; e por fim se transformou em “uma tremenda quantia de dinheiro terá que ser gasta, e as companhias de petróleo irão gastá-la”.

Não, não vão, como já avisaram diversos dos proverbiais insiders do setor. Os grandes do setor de energia dos Estados Unidos rejeitam a perspectiva de investir fortunas em um país que pode vir a ser tragado por um total caos, caso o neo-Calígula  tente impingir um governo traidor a uma população de 29 milhões. Segundo a Rystad Energy Analysis, levaria no mínimo dezesseis anos e pelo menos 183 bilhões de dólares para que a Venezuela produza meros três milhões de barris de petróleo por dia.

O sonho supremo do neo-Calígula é reduzir os preços globais do petróleo a um máximo de 50 dólares o barril. Para tal, a banda imperial Trump 2.0, em tese, assumirá o controle total  da PDVSA, incluindo a compra e venda de praticamente toda a sua produção de petróleo. 

O Secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, em uma conferência sobre energia no Goldman Sachs, deixou o gato oleoso escapar do saco:

“Vamos comercializar o petróleo cru vindo da Venezuela, primeiramente esse petróleo estocado [até 50 milhões de barris], e então seguindo indefinidamente  adiante, venderemos no mercado a........

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