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Argentina: inflação em queda, economia em retração

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20.02.2026

A recente queda da inflação na Argentina, comemorada pela imprensa liberal, é consequência direta de uma forte contração econômica. Sob o governo de Javier Milei, o país implementou um programa de ajuste fiscal severo: cortes profundos de gastos públicos, redução de subsídios e compressão da demanda interna.

Do ponto de vista técnico, a lógica é simples: quando o Estado reduz drasticamente suas despesas, a renda circulante diminui. Com menos consumo e menos crédito, empresas vendem menos, reduzem a produção e seguram preços. A inflação cede — mas à custa de retração do PIB, aumento do desemprego e queda da renda real.

A história econômica argentina ajuda a contextualizar esse fenômeno.

Nos anos 1990, durante o regime de conversibilidade, a inflação foi domada com âncora cambial e disciplina fiscal, mas o modelo culminou na crise de 2001, marcada por recessão profunda e explosão da pobreza. Já entre 2003 e 2011, com políticas mais expansionistas e crescimento puxado por commodities, houve redução significativa da pobreza, ainda que com pressões inflacionárias persistentes. O país oscila, há décadas, entre estabilizações recessivas e ciclos de crescimento com tensões de........

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