Lula: não se renda ao financismo!
As eleições presidenciais do próximo mês estão marcadas pelo embate entre dois projetos bem distintos – antagônicos mesmo – para o Brasil. De um lado, a continuidade do processo democrático, representado pela candidatura do Presidente Lula. De outro, a ameaça ao futuro de nosso País, em torno das propostas apresentadas pelo filho de Jair Bolsonaro. Em poucas palavras, podemos resumir o processo como sendo a disputa entre a permanência de nosso País no âmbito da civilização ou o ingresso na aventura irresponsável da barbárie. Infelizmente, ao que tudo indica, não foram suficientes os quatro anos da desgraceira provocada pelo pai do candidato no comando do Palácio do Planalto para impedir que as lembranças e a memória do período 2019/2022 estejam sendo apagadas do imaginário popular.
Os exemplos são inúmeros. Esse é o caso da forma trágica e criminosa como foi conduzido o enfrentamento da epidemia da COVID e seus mais de 700 mil óbitos. O negacionismo contra as evidências científicas em prol da necessidade de investimento público e das campanhas de vacinação avançou também para o campo da política econômica, com a adoção de propostas do receituário neoliberal mais extremista. E aí vieram a manutenção do Teto de Gastos de Temer, as promessas e tentativas de privatização de todas as empresas estatais federais, as reformas trabalhista e previdenciária redutoras de direitos, dentre tantas outras medidas conservadoras e contrárias aos interesses da maioria da população.
Ainda no campo do negacionismo, a inspiração no governo Trump levou Bolsonaro a promover um clima de liberou geral na área do meio ambiente e da sustentabilidade. A expressão cunhada por seu Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, entrou para o besteirol criminoso da anedota política nacional: “é preciso aproveitar a porteira aberta para deixar passar toda a boiada”. Essa era apenas a ponta do iceberg do apoio ao garimpo ilegal, da invasão de terras indígenas pelos grileiros, o estímulo ao garimpo ilegal em áreas de proteção e outras. Com isso, o avanço sobre os biomas já ameaçados e o aumento do desmatamento descontrolado contribuíram para a elevação da temperatura do planeta.
Lula é a civilização. Flávio é a barbárie.
Não bastassem todos esses elementos de retrocesso civilizatório generalizado, estavam sempre presentes as falas dos membros do primeiro escalão do governo com as ameaças permanentes à ordem democrática e constitucional, com desrespeito ao Supremo Tribunal Federal e à lisura........
