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Durigan e os juros trilionários

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04.08.2026

O Ministro da Fazenda tem mantido uma série de reuniões com representantes da nata do sistema financeiro de nosso País, com vistas à definição de aspectos da política econômica a ser implementada em eventual quarto mandato do Presidente Lula. Dario Durigan substituiu Fernando Haddad, uma vez que o mesmo foi convencido por Lula a disputar o governo do Estado de São Paulo contra Tarcísio de Freitas. A estratégia do interino é buscar a consolidação de seu próprio nome como o ministro efetivo para o próximo mandato em caso de vitória de Lula.

Durigan tem reforçado o discurso a respeito da necessidade de aprofundar a política de austeridade fiscal a partir de janeiro de 2027. Em seus contatos com as elites empresariais e os dirigentes do financismo, o ex dirigente da bigtech Meta tem avançado alguns sinais e apresentado propostas que ainda não foram anunciadas oficialmente pelo candidato à reeleição. Dentre elas estão a eliminação ou flexibilização dos pisos constitucionais para saúde e a educação, além da desvinculação dos benefícios previdenciários em relação ao valor do salário-mínimo. A ideia de promover tais mudanças vêm sendo ventiladas por integrantes do primeiro e segundo escalões do atual governo desde logo depois da posse de Lula em janeiro de 2023.

Tebet e o pacote de maldades.

A própria Ministra do Planejamento assumiu essa intenção em entrevista concedida há mais de um ano, em março de 2025. Em conversa com a jornalista Miriam Leitão, Simone Tebet comete o sincericídio como quase ninguém tem coragem de fazê-lo no governo:

(…) “em 2027 seja quem for o Presidente da República, ele não governa com esse arcabouço fiscal sem gerar dívida pública, inflação e detonar a economia. Então temos uma janela de oportunidade em novembro e dezembro de 2026 para fazer o dever fiscal e cortar gastos, cortar supérfluos, fazer política com um arcabouço mais rigoroso, mas que não mate o paciente.” (…) [GN]

A intenção é atender aos pleitos insistentes do povo da finança, que não desiste de insistir na necessidade de aprofundar a política do austericídio. O discurso vem sempre embalado na tese da explosão de gastos públicos e do descontrole das despesas orçamentárias, situação que seria a base para a manutenção de juros nas estratosferas. No entanto, o pequeno “detalhe” (sic) é que o discurso conservador de raízes neoliberais mantém a conhecida tônica apenas sobre as despesas de natureza social e sobre os investimentos públicos. Trata-se de martelar o tempo todo sobre as supostas “gastanças” governamentais em previdência social, educação,........

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