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Petróleo a US$ 105 e eleição binária: o dilema do Banco Central

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18.09.2026

As decisões de política monetária da semana vieram sem surpresa. O Banco Central cortou a Selic para 13,75%, como esperado, e o Federal Reserve elevou os juros americanos para 4%, também dentro do previsto. O que mudou o jogo não foi a decisão dos bancos centrais, mas o petróleo.

O barril a US$ 105 não tem resolução à vista. A crise logística no Oriente Médio se agravou com os ataques no estreito de Bab el-Mandeb, na entrada do Mar Vermelho que dá acesso ao Canal de Suez, e se estendeu ao oleoduto saudita que leva o petróleo de uma ponta à outra do país justamente para contornar aquele gargalo. Com as duas rotas sob pressão, o efeito chega rápido à bomba: o galão de gasolina nos Estados Unidos voltou aos US$ 4.

O reflexo já aparece nos índices americanos. O PPI da semana passada rodou a 5%, com a inflação ao consumidor em torno de 3,5%. O Fed subiu os juros e deve subir mais. O mercado já precifica pelo menos mais uma alta de 0,25 ponto neste ano e........

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