Desemprego em queda, inflação contida: o índice de miséria caminha para a mínima em duas décadas
A PNAD Contínua do segundo trimestre de 2026 trouxe mais um número favorável para a economia brasileira: a taxa de desocupação recuou para 5,4%, ante 6,1% no primeiro trimestre e 5,8% no mesmo período de 2025. O recuo foi disseminado — em 13 das 27 unidades da Federação houve queda do desemprego —, o que reforça a leitura de que não se trata de um movimento concentrado em uma ou duas economias regionais, mas de um mercado de trabalho que segue genuinamente aquecido. A comparação interanual é a mais relevante do ponto de vista analítico, justamente porque neutraliza o padrão sazonal que marca os trimestres brasileiros: mesmo contra a mesma janela do ano anterior, a desocupação cede 0,4 ponto percentual. Não é ruído estatístico, é resiliência.
Os recortes da pesquisa continuam mostrando, contudo, que essa resiliência não se distribui de forma homogênea. O desemprego entre homens está em 4,6%, enquanto entre mulheres alcança 6,4% — quase dois pontos percentuais de diferença, uma assimetria que persiste inclusive nos momentos de maior........
