Em defesa da bolsa cuidadores
Esta semana, ao praticar aquele ato que devemos sempre condenar - o de ficar rolando o feed de uma rede social -, parei em um vídeo em que um homem entra em uma casa e conversa com uma jovem de 24 anos. Moravam ali ela, o sogro, duas filhas pequenas e o marido, de 27 anos. Este, após um acidente vascular, vivia acamado, entubado, sobre uma cama instalada na cozinha.
A cena me tocou. Como tocaria até o mais duro dos corações. Imediatamente me peguei imaginando como seria o dia a dia daquela jovem. Ela dividia com o sogro a tarefa de cuidar do marido e das filhas. Trabalhar, como? Sua vida havia se transformado integralmente em cuidado.
Então me veio à mente que pessoas nessa situação - e em tantas outras, cuidando de idosos, de pessoas com deficiência, de dependentes químicos, de famílias atípicas - deveriam ter algum tipo de apoio do Estado para dar conta da tarefa que a vida lhes impôs.
Fui pesquisar e não encontrei nada estruturado. Algumas iniciativas isoladas, aqui e ali, mas nada........
