O seu primo é um eleitor independente. E daí?
Há um eleitor independente convicto na sua família: um tio, um primo, uma sobrinha, o cunhado. Esse eleitor chega a ser apresentado por institutos de pesquisa como alguém que tem, não se sabe direito por quê, uma sabedoria pragmática superior.
São vários os perfis do eleitor independente, mas na essência ele é assim por fugir da polarização. O independente aparece ao centro para poder oscilar de um lado para o outro. É um pêndulo por ter essa capacidade de decisão final, na hora certa, que os outros não teriam.
Na família, todos sabem que ele não é o sabichão e o superior, mas o enrolão. E usa essa enrolação para se apresentar como mais esperto. O eleitor independente seria o que antigamente chamavam de camaleão em cima do muro.
Mas o independente é poderoso como força coletiva. Representa um terço do eleitorado. É muita gente. E é provável que, na hora de votar, só 10% deles apareçam.
O Instituto Quaest apurou esses dados em junho: 33% dos eleitores se apresentam como lulistas (19%) ou de esquerda não lulista (14%). Também são........
