Flávio Bolsonaro não consegue sustentar a marca que herdou do pai
A marca Bolsonaro, o mais importante ativo da direita brasileira desde 2018, está sob ameaça. A fragilização desse bem com valor intangível, em plena campanha, não favorece os herdeiros de Bolsonaro.
Esse é o dilema que o bolsonarismo tentará escamotear: a marca ficou fraca porque seu criador perdeu forças, ou perdeu forças porque o herdeiro da grife não tem qualidades para mantê-la relevante?
As duas causas se misturam, mas o esgotamento do nome indica que Flávio Bolsonaro é fraco para carregar nas costas a herança política do pai. Tanto que os próprios marqueteiros pretendem tirar o sobrenome das peças de campanha do filho ungido.
Parece um paradoxo. Flávio só se firmou como nome capaz de enfrentar Lula por ser um Bolsonaro. Mas é incompetente para manter esse ativo vivo e decisivo não só para o bolsonarismo, mas para toda a direita.
Mais paradoxos. Desde o final de 2023, pesquisas do Datafolha indicavam que o eleitor não se sentia à vontade para votar em indicados por Bolsonaro. Esta manchete é de setembro daquele ano: 68% dos paulistanos........
