Veríssimo, de verdade
247 - Acho que o Luís Fernando falava pelo que escrevia e pelo que tocava. Apesar de estar vendo agora ele falar muito com o Pedro Bial numa entrevista, ele falava pouco. Convivi com ele muitos anos e se não fosse a Lucia, sua mulher e tradutora simultânea, teríamos nos comunicado pouco. Trabalhei com ele muitos anos e me lembro da Lúcia me mandando um fax com o texto do Ed Mort e depois ao telefone, confirmando o que estaria escrito. O fax na época era muito precário. Hoje o fax nem é lembrado. Fizemos juntos o Ed Mort, ele os textos e eu os desenhos durante 10 anos. Foram milhares de tiras e 5 livros publicados pela L&PM.
Além disso Veríssimo me destinou a Velinha de Taubaté e eu como seu cuidador me encarreguei dos seus esquetes para o Jornal de Vanguarda na TV Bandeirantes com Fernando Barbosa Lima que abençoou o casamento. Frequentei várias vezes a cama de hospede e a mesa de Luís Fernando e Lúcia em Porto Alegre. Minha família ser de lá me ajudou a inventar motivos para ir ao sul. Dona Mafalda, mãe de Luís Fernando era minha companhia de papos........
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