Quase cancelado, Festival de Brasília inicia 59ª edição com Julia Lemmertz e A Pele Morta
Julia Lemmertz recebeu na sexta-feira (11), no Cine Brasília, o Troféu Candango pelo Conjunto da Obra durante o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Na mesma sessão, o público assistiu à estreia de A Pele Morta, último projeto idealizado pelo cineasta Geraldo Moraes.
A relação de Julia com o festival vem de longe. Aos 23 anos, ela ganhou o Candango de melhor atriz coadjuvante por A Cor do Seu Destino, de Jorge Durán. Quatro décadas depois, voltou ao Cine Brasília para receber o reconhecimento pelo conjunto da carreira. O longa, restaurado, também está na programação desta edição.
Ao agradecer o prêmio, a atriz dividiu o reconhecimento com quem esteve ao seu lado ao longo da trajetória. “A gente não faz nada sozinha nessa vida. Especialmente um trabalho artístico não se faz sozinho. Então, esse prêmio também é para todas essas pessoas que passaram pela minha vida e me ajudaram a fazer coisas incríveis, filmes, histórias e sonhos”, afirmou.
Julia também falou sobre o momento em que uma obra deixa de ser apenas de quem a criou e passa a pertencer ao público. “A gente sonha, chama um bando de amigos, pessoas que admira e de quem gosta, vai lá, realiza e entrega para o público. Alguém vai se identificar, outro não, mas aquilo vai formando uma consciência e um pensamento coletivos”, destacou.
No fim da homenagem, recorreu a A Tempestade, de William Shakespeare: “Somos todos feitos da mesma matéria de que os sonhos são feitos. E a nossa vida breve é circundada por um adormecer.” Depois, deixou um último recado ao público: “Não deixem de sonhar nunca”, encerrou.
Na sequência, foi exibido A Pele Morta, projeto que Geraldo Moraes não chegou a filmar. O cineasta morreu em 2017. Os filhos Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres assumiram a direção, Sol Moraes ficou responsável pela produção e Daniel Tavares assina o roteiro.
Falado em português, espanhol e guarani, o longa acompanha Saulo, jovem rapper guarani-kaiowá que enfrenta o luto pela morte do irmão. Ele começa a trabalhar com Justo, caminhoneiro uruguaio que percorre as estradas do Paraguai em busca de fretes. Em uma dessas viagens, os dois dão carona a Rosario, adolescente que procura a irmã.
Bruno contou que o projeto começou a tomar forma na Escuela Internacional de Cine y Televisión de........
