O PCC nas sombras do poder paulista
O avanço do crime organizado no Brasil já não pode mais ser tratado apenas como um problema de polícia. O que antes se restringia às periferias, aos presídios e às rotas do tráfico agora avança sobre estruturas institucionais, setores estratégicos da economia e espaços centrais do poder político.
Na São Paulo comandada pela extrema direita, os episódios recentes envolvendo integrantes das forças de segurança, operadores do mercado financeiro e pessoas ligadas ao governo Tarcísio de Freitas revelam o fortalecimento silencioso das conexões entre o PCC, agentes públicos e setores da elite econômica.
O caso do coronel José Augusto Coutinho talvez seja um dos exemplos mais graves dessa deterioração institucional. Ex-comandante-geral da Polícia Militar, ele foi exonerado sob suspeita de proteger policiais ligados ao PCC desde 2020. O mais inquietante é que alertas não faltaram.
Segundo informações já divulgadas publicamente, o procurador Lincoln Gakyia, referência nacional no combate ao crime organizado, teria comunicado à cúpula do governo paulista sobre as suspeitas anos atrás. Mesmo assim, o coronel permaneceu no posto máximo da PM por cerca de três anos.
O escândalo ganha contornos ainda mais preocupantes quando se observa a prisão do........
