Não dá para comparar
Um dos mecanismos mais valiosos que eleitores e eleitoras têm para decidir em quem votar é comparar os candidatos, colocando, lado a lado, a trajetória de cada concorrente, suas práticas, realizações e o que os move na política. Para escolher, no próximo dia 4 de outubro, em quem votar para o Governo do Estado de São Paulo, é fundamental fazer uma comparação entre o candidato do PT, Fernando Haddad, e o atual governador, Tarcísio de Freitas.
O exercício é proveitoso, e não deixa dúvidas sobre a qualidade de Haddad em contraposição à mediocridade do atual governador de extrema direita. Afinal, enquanto Tarcísio reúne somente um amontoado de discursos e quase nada de ações em benefício das pessoas, Fernando Haddad tem a seu favor um percurso que reúne muitos programas inovadores e conhecidos, sendo responsável por realizações importantes desde que iniciou sua caminhada como gestor público, nos anos 2000, quando participou do governo Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo.
Haddad participou ativamente da concepção e da implantação dos primeiros Centros Educacionais Unificados (CEUs), que revolucionaram a Educação nas periferias de São Paulo. Também criou o Programa Universidade para Todos (Prouni) na capital, que depois se tornou uma política nacional, por suas mãos. Sua passagem pelo Ministério da Educação (2007-2012), por exemplo, foi marcada pela expansão das Universidades Federais e do Ensino Profissional e Técnico (Institutos Federais) e pela criação do ENEM como mecanismo de acesso ao ensino superior público por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Haddad também transformou o ensino básico, ao criar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) para avaliar a qualidade da educação e ao implementar o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), que garantiu o financiamento perene ao ensino fundamental e médio.
Como Prefeito de São Paulo (2013-2016), mostrou sua preocupação e cuidado com a situação fiscal na gestão pública, ao equacionar a dívida municipal. Apesar do momento difícil no país como um todo, conduziu uma renegociação favorável da dívida da cidade com a União, criou as faixas exclusivas de ônibus e privilegiou a mobilidade sustentável com a multiplicação de ciclovias e ciclofaixas por toda a cidade. Além dessas iniciativas, hoje incorporadas com sucesso à rotina da cidade, destacam-se a Paulista Aberta e o Passe Livre........
