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Quando o Estado decide quem deve morrer

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31.03.2026

Em 30 de março de 2026, enquanto o mundo acompanhava uma escalada de conflitos e a crescente erosão das normas internacionais, uma discussão de enorme gravidade se desenrolava no parlamento israelense, a Knesset. Estava em debate uma proposta que permitiria a aplicação da pena de morte por enforcamento a palestinos condenados por “ataques mortais”.

Não se trata de um detalhe legislativo, nem de uma medida periférica. Trata-se de um momento que revela, com clareza inquietante, os limites que um Estado está disposto a ultrapassar.

Em momentos de conflito, os Estados revelam com mais nitidez aquilo que são e, sobretudo, aquilo que estão dispostos a se tornar. A proposta em debate não é apenas uma mudança legislativa. É um marco político. Um ponto de inflexão que desloca o debate do campo da segurança para o terreno mais profundo da definição de quem pode viver e quem pode morrer.

Apresentada sob o argumento de combate ao terrorismo, a medida é impulsionada por setores da extrema-direita israelense, em especial pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, cuja trajetória política está diretamente associada a posições abertamente radicais. A promessa de campanha de executar militantes palestinos deixa, assim, de ser retórica eleitoral e passa a se converter em política de Estado.

Mas o ponto decisivo não........

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