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O mundo à espera de um gesto — e a falência de quem deveria contê-lo

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07.04.2026

Há momentos na história em que o mundo parece suspenso. Não por ausência de movimento, mas pelo excesso de incerteza concentrada em uma única variável. Hoje, essa variável tem nome: Donald Trump.

Mas há algo ainda mais perturbador do que a imprevisibilidade de um líder.

É o silêncio — e a inação — de quem deveria impor limites.

A irracionalidade no comando

A escalada envolvendo o Irã já ultrapassou o terreno da retórica. A ameaça a infraestruturas críticas, inclusive instalações sensíveis, deixou de ser hipótese distante para se tornar possibilidade concreta.

E, diante disso, o mundo assiste.

A política internacional sempre conviveu com tensões. Mas o que se vê agora é diferente. Não há cálculo claro, não há estratégia transparente, não há compromisso com estabilidade. Há, sobretudo, improviso — e risco.

Quando esse improviso parte do comando dos Estados Unidos, o problema deixa de ser regional. Torna-se sistêmico.

Correntes humanas: quando a população entra na linha de fogo

No interior do Irã, civis formam correntes........

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