O mundo à espera de um gesto — e a falência de quem deveria contê-lo
Há momentos na história em que o mundo parece suspenso. Não por ausência de movimento, mas pelo excesso de incerteza concentrada em uma única variável. Hoje, essa variável tem nome: Donald Trump.
Mas há algo ainda mais perturbador do que a imprevisibilidade de um líder.
É o silêncio — e a inação — de quem deveria impor limites.
A irracionalidade no comando
A escalada envolvendo o Irã já ultrapassou o terreno da retórica. A ameaça a infraestruturas críticas, inclusive instalações sensíveis, deixou de ser hipótese distante para se tornar possibilidade concreta.
E, diante disso, o mundo assiste.
A política internacional sempre conviveu com tensões. Mas o que se vê agora é diferente. Não há cálculo claro, não há estratégia transparente, não há compromisso com estabilidade. Há, sobretudo, improviso — e risco.
Quando esse improviso parte do comando dos Estados Unidos, o problema deixa de ser regional. Torna-se sistêmico.
Correntes humanas: quando a população entra na linha de fogo
No interior do Irã, civis formam correntes........
