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Soberania energética, cartéis e desinformação

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22.03.2026

Em março, especialmente no Distrito Federal, houve aumentos abusivos nos preços dos combustíveis, desconectados das reduções feitas pela Petrobras, com valores do diesel, por exemplo, saltando de R$ 5,95 para até R$ 8,85.

Os EUA/Israel ainda não haviam atacado o Irã e os últimos rebaixamentos de preços feitos pela Petrobras foram respondidos pelos postos de Brasília e de outros Estados com aumentos inexplicáveis. Quando o Irã é invadido, todos postos reajustam novamente o valor dos combustíveis. Aumentaram por conta, como se diz.

Quando finalmente a cotação internacional do petróleo se faz sentir no Brasil, a Petrobras reajusta os preços em R$ 0,38, mas em alguns postos   o aumento já alcançava quase R$ 2,00, numa prática recorrente que sugere alinhamento entre postos, ignorando até a redução de impostos promovida pelo governo federal. 

Uma ação orquestrada e um problema agravado pela demora dos órgãos de fiscalização em agir, contaminada pelo ambiente de desinformação fazem a população acreditar que os aumentos de combustíveis decorrem apenas de decisões da Petrobras ou do governo federal. 

Não bastasse tudo e todas as evidências, as denúncias e os contatos órgãos de fiscalização, não houve ação rápida para coibir abusos. A burocracia dificulta registros formais e a resposta institucional tem sido lenta.

A imprensa corporativa e sua isenção, tão celebrada por ela mesma, ao jamais citar a entrega do patrimônio nacional, omitindo a perda de soberania energética do País, contribui para naturalizar a prática abusiva dos postos e dos cartéis em ação, ao tempo que não menciona as distorções de mercado e a perda de controle estatal sobre o setor.

Insistente e diuturnamente, enfia goela abaixo do povo a falsa informação segundo a qual a alta de combustível é apenas a reação do mercado à crise de oferta.

A desinformação se agrava quando até veículos estatais reproduzem narrativas equivocadas, como ocorreu em 10 de março, quando a Rádio Nacional FM destacou uma suposta fragilidade do Brasil no setor de petróleo, sem mencionar políticas anteriores que contribuíram para esse cenário.

Além disso, ignorou a ausência de justificativas para aumentos recentes, como o do diesel em Brasília e em outros Estados e buscou informações sobre o tema em fontes questionáveis, como o são donos de postos, em vez de recorrer a instituições como a própria Petrobras ou a entidades representativas dos petroleiros, categoria sempre na luta pela soberania energética do Brasil.

A Agência Brasil,........

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