menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Prosperidade para quem?

20 0
21.10.2026

Por Marcelo Zero – Bolsonaro quer, sim, acabar com o Bolsa Família e outros programas sociais. 

A direita e a extrema-direita sempre tiveram uma visa o preconceituosa desse e de  outros programas. Sempre afirmaram que as pessoas entram nesses programas  porque “na o querem trabalhar” e que esses programas estimulam a “preguiça” e  geram “care ncia de ma o de obra”. 

Tariflávio, de forma hipócrita e malandra, apagou seus posts em que criticava o Bolsa  Família e o chamava, pejorativamente, de “bolsa-farelo”. 

Em primeiro lugar, é necessário esclarecer que o Bolsa Família não impede ninguém  de trabalhar. 

O critério básico para entrar e permanecer no Bolsa Família é a renda familiar e não o fato de se ter ou não emprego ou ocupação. 

E já há uma regra de transição para aqueles que conseguem melhorar sua renda  mediante ocupação ou trabalho. 

O limite de renda inicial para beneficiários do Bolsa Família é de R$ 218 por pessoa  (per capita). Ou seja, toda a renda da família, dividida por todos os membros, deve  ser de até este valor.  

Quando a renda da família ultrapassa R$ 218 por pessoa, a família pode continuar  recebendo 50% do valor do benefício que recebia antes, por um período de até 12  meses. É a chamada Regra de Proteção. Para estar nela, a renda mensal por pessoa  não pode ultrapassar o valor de R$ 706. 

Em Nota, Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate a  Fome esclarece que:  

“O objetivo é evitar o cancelamento imediato do benefício, reconhecendo que a  superação da pobreza não acontece de forma automática com a conquista de um  emprego. Esse é um processo gradual, que exige um período de adaptação e  estabilização”. 

Curiosamente, no governo de Jair Bolsonaro houve grande aumento dos  dependentes do Bolsa Família, que ele passou a chamar de Auxílio Brasil, como se o  programa tivesse sido criado por aquele torpe governo. 

Com efeito, como se pode observar no gráfico seguinte, há um perí odo de  crescimento sustentado do Bolsa Família, quando o programa estava sendo  implantado (2004-2010), seguido de um período de estabilidade (2010-2018), e, 

mais adiante, por um terceiro período, que transcorreu do início de 2021 até o final  de 2022, de aumento abrupto do programa. 

Nesse período, o nu mero de famílias atendidas aumentou de cerca de 14,7........

© Brasil 247