Meu orgulho no trabalho conjunto com mestre Zuenir Ventura
Nesse momento da “dor da perda”, quando lidamos com a triste realidade de que Zuenir Ventura nos deixou, relembramos muitas passagens juntas. Eu, porém, tenho motivos para me sentir orgulhoso por ter tido a chance de vivenciar com ele e sua companheira, Mary, o histórico julgamento dos assassinos de Chico Mendes, em dezembro de 1990, em Xapuri (AC).
Não foi uma cobertura qualquer na pequena Xapuri, terra onde Chico Mendes se tornou o líder seringueiro de reconhecimento mundial, brutalmente assassinado em 22 de dezembro de 1988.
Pouco depois do crime, provocado por outro grande jornalista, Marcos Sá Corrêa, então editor-chefe do Jornal do Brasil, Zuenir venceu sua pequena resistência — “eu tenho medo de cobra”, alegou ao tentar recusar a missão — e foi ao Acre refazer a trajetória do seringueiro que conquistou fama internacional antes de ser........
