Religião e política: Deus não é mercadoria
Há quem fale de Deus no púlpito e negocie poder nos bastidores. Há quem pronuncie o nome de Jesus a cada frase, mas trate a intolerância como doutrina e a fé alheia como inimiga.
Quando a religião vira palanque, o altar vira moeda de troca e a promessa de salvação se transforma em estratégia de convencimento, é preciso perguntar: quem está cuidando da fé? E quem está lucrando com ela?
Igrejas têm responsabilidades sociais, assim como qualquer instituição. A discussão sobre impostos precisa ser séria, transparente e baseada na lei. Mas uma pergunta permanece: por que a fé, que deveria ensinar solidariedade, precisa ser protegida de toda cobrança enquanto tantos brasileiros pagam impostos até sobre o que mal conseguem........
