Os limites da conciliação entre Lula e mercado
Reconhecendo a necessidade de agir para conter a alta dos juros, um ajuste fiscal não poderá sacrificar a agenda social. Essa foi a principal mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus auxiliares no jantar com grandes investidores e empresários no Palácio da Alvorada, segundo interlocutores de presentes à reunião.
A divergência entre o lulismo e os agentes econômicos se manifesta justamente nos juros. Para o primeiro, o Banco Central (BC) autônomo, sob influência do mercado financeiro, mantém a taxa Selic em patamar excessivo. Para os segundos, a queda dos juros exige um ajuste estrutural nas contas públicas, entre 2,5% e 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB), com impacto sobre salário mínimo, aposentadorias, saúde, educação e outros benefícios sociais — uma plataforma à qual nenhum dos presidenciáveis de oposição........
