Nova dinâmica eleitoral aprofunda corrupção como pauta principal e sentimento antissistema como vetor
As pesquisas Quaest/Globo e BTG/Nexus desta semana, realizadas na esteira da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), reforçam que, sob a regência da polarização, o sentimento antissistema é o principal vetor e a corrupção, a pauta central da corrida eleitoral deste ano, suplantando políticas públicas, dados macroeconômicos, grandes temas do desenvolvimento ou sinalizações ao centro e aos agentes econômicos. Para alguns aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, esse cenário indicaria o caminho para um reposicionamento efetivamente competitivo na reta final do primeiro turno.
No caso do incumbente, essa tendência começou a ficar nítida nas polêmicas em torno da chamada “taxa das blusinhas” e da inverossímil taxação do Pix. Desenvolveu-se com os primeiros sinais da contradição entre entregas exitosas e os números de aprovação da gestão e do petista, ainda na virada de 2023 para 2024.
Depois, tornou-se mais explícita quando o governo recuperou prestígio ao reorientar seu foco para tributar o que chamou de “andar de cima”, inclusive o crime organizado; colocar no centro da agenda a reforma do Imposto de Renda (IR) e o fim da escala 6×1; opor-se à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem; vetar o aumento do número de deputados federais; rejeitar um acordão que englobasse a anistia/dosimetria para o ex-presidente Jair Bolsonaro e o bloqueio de consequências ao caso do Banco Master; e riscar uma linha na divisão de prerrogativas entre Executivo e Legislativo.
Em paralelo, Lula foi beneficiado........
