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"Vietirã" pode deslocar eixo da eleição para capacidade de conduzir crises

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07.04.2026

O encerramento da guerra dos Estados Unidos no “Vietirã”, seja no curto ou no médio prazo, favorece que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva paute quem a sociedade prefere no comando do país em um cenário de crise. Os efeitos econômicos da atual, segundo o mercado financeiro, devem se estender por longos meses, enquanto restam apenas seis para as eleições brasileiras.

Diante das vacilações de Washington, Wall Street se prepara para uma crise energética prolongada, com impactos sobre crescimento, inflação e juros globais, o que pressiona o ritmo e a intensidade do ciclo baixista da Selic. O patamar elevado da taxa favorece fluxos de carry trade, segurando a inflação via câmbio, ao passo que a guerra reforça a rotação global de capitais para o Brasil. Ainda assim, pesa sobre o desenvolvimento.

Em entrevista ao Brasil 247, o PIBer Rubens Menin avaliou que juros em 14,75% tornaram-se insustentáveis para as contas públicas, o setor produtivo e as famílias. Estas estão endividadas e exaustas do mundo do trabalho e do deslocamento para trabalhar, mesmo com a melhora das condições........

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