menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Ombudsman da Folha de S.Paulo também precisa de hermenêutica!

7 6
11.02.2026

A ombudsman da Folha de S.Paulo, Alexandra Moraes, defendeu, recentemente na coluna dominical, a possibilidade de publicação de textos compostos por inteligência artificial, enquanto a Folha não sinalizar contra.

O imbróglio é o seguinte: ao se queixar do texto da colunista Natalia Beaty, um assinante alertou que 66% do conteúdo vinha de inteligência artificial, segundo um detector de IA. A ombudsman verificou que, na verdade, todo o texto era de IA. De todo modo, diz ela, qual seria o problema, se o jornal, no seu Manual de Redação, não proíbe.

Questionada, a colunista tirou qualquer dúvida. Confirmou e defendeu o uso de IA nos textos que publica na Folha:

Basicamente, argumenta que conversa com a IA, municia-a e dá um prompt. E concluiu, afirmando que a resposta para a ombudsman foi feita por meio de IA:

Segundo a ombudsman, em setembro de 2023 a Folha incluiu o verbete “inteligência artificial” no seu Manual da Redação, autorizando os profissionais a “utilizar aplicações de inteligência artificial (IA) em seu trabalho”. Havia ressalvas: “A ferramenta não substitui o julgamento humano nem exime o jornalista de responsabilidade pelo resultado final” e a revisão humana “é obrigatória nos conteúdos voltados à publicação”. Até aí, não há nada nas publicações de Natalia Beauty que sugira descompasso com os princípios da Folha.

Informa ainda que tanto o NYT quanto O Globo, o Estado e outras grandes redações determinam que o conteúdo gerado por IA seja identificado como tal. A Folha não tem regra nesse sentido e considera a IA uma tecnologia como outra qualquer. No ano passado, questionei o........

© Brasil 247