Quem não deve, não teme
Nordestino, cabra retado, duro feito aroeira. Assim é nosso presidente Lula. Em meio à crise institucional que envolve o caso Master, atacado por todos os lados, o filho de dona Milu fez o que se espera de quem tem a honradez como estandarte e defendeu a abertura do sigilo das investigações para que o Brasil conheça toda a verdade, doa a quem doer.
Nunca se viu posição mais transparente. Lula não pediu proteção para aliados. Não pediu que investigações fossem interrompidas e nem que nomes fossem escondidos. O presidente do nosso Brasil pediu exatamente o contrário, que as informações venham à luz e que todos os envolvidos sejam investigados dentro da lei. E talvez seja justamente isso que incomode tanta gente.
Porque transparência é uma coisa bonita quando falada em discursos. O problema começa quando ela chega perto de quem tem poder, dinheiro, sobrenome ou influência.
O caso Master já deixou de ser apenas uma investigação sobre um escândalo financeiro. As sucessivas decisões envolvendo o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal abriram uma crise institucional que precisa ser enfrentada com seriedade. Nos últimos dias, decisões de ministros do próprio STF entraram em choque, inclusive sobre o afastamento e a recondução do diretor-geral da Polícia Federal. O presidente do Supremo, Edson Fachin, precisou intervir para tentar conter a escalada do conflito.
É exatamente por isso que a sociedade tem o direito de perguntar o que está acontecendo? E a........
