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Menos desemprego, mais salários e mais tempo para viver

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31.07.2026

O Brasil encerrou o segundo trimestre de 2026 com uma notícia que merece ser exaltada. A taxa de desemprego caiu para 5,4%, o menor resultado para esse período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), em 2012.

O país alcançou 103,1 milhões de pessoas ocupadas, mais de um milhão acima do registrado no primeiro trimestre. O número de pessoas procurando trabalho caiu para 5,9 milhões e o rendimento médio chegou a R$ 3.738, o maior valor já registrado para um segundo trimestre. Em relação ao mesmo período de 2025, o ganho real foi de 2,8%.

Não são apenas números em uma planilha. Cada vaga representa um trabalhador ou uma trabalhadora com maior possibilidade de colocar comida na mesa, pagar as contas e planejar o futuro. Cada aumento real no rendimento significa alguma recuperação do poder de compra corroído durante anos. Cada carteira assinada representa acesso a férias, décimo terceiro, FGTS, Previdência Social e proteção contra o desemprego.

É uma mudança concreta na vida da população. E, justamente por isso, precisamos comparar e mostrar a diferença entre dois projetos de país.

No segundo trimestre de 2019, primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro e antes da pandemia, o desemprego estava em 12% (agora está em 5,4%,). A taxa de subutilização da força de trabalho chegava a 24,8%. Em outras palavras, quase um em cada quatro trabalhadores e trabalhadoras estava desempregado, trabalhando menos horas do que gostaria ou disponível para trabalhar sem conseguir procurar emprego naquele momento.

A média anual do desemprego em 2019 ficou em 11,9%, com cerca de 12,6 milhões de pessoas procurando trabalho. A informalidade avançou e alcançou seu maior patamar em quatro anos.

Esses dados são importantes porque desmontam uma tentativa recorrente de atribuir todos os resultados ruins do governo Bolsonaro exclusivamente à pandemia. A covid-19 agravou brutalmente a situação, mas o desemprego elevado, a precarização e a informalidade já estavam presentes antes da crise sanitária mundial.

O projeto político daquele período apostava no enfraquecimento da legislação trabalhista, no ataque às organizações sindicais e na velha promessa de que retirar direitos criaria empregos. O trabalhador e a trabalhadora deveriam aceitar menos proteção, salários menores e contratos mais........

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