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Dias da infâmia

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29.05.2026

O presidente Franklin Roosevelt chamou o 7 de dezembro de 1941, quando os japoneses atacaram de surpresa a ilha norte-americana de Pearl Harbor, no Pacífico, de "dia da infâmia". Dias de infâmia são também os dias em que dois filhos de Jair Bolsonaro, Flávio e Eduardo, têm passado nos Estados Unidos desfrutando de uma vida nababesca para de lá traírem o Brasil com maior liberdade, à sombra de Donald Trump. Eles estão brincando com fogo. Não sabem até onde pode levar sua traição.

O chamamento pelos dois Bolsonaros ao governo Trump para uma intervenção no Brasil, mediante a inclusão do Comando Vermelho e do PCC na lista de organizações terroristas internacionais, pode ter consequências muito mais graves do que imaginam esses dois moleques oriundos de uma família de criminosos. Eles, na prática, estão matando no nascedouro uma tentativa de reorganização, na base da multipolaridade, da ordem unipolar sob controle norte-americano, destruída pelo próprio Trump.

A multipolaridade, um princípio concebido originalmente no contexto do BRICS, e ancorado nas duas forças nucleares mais importantes do bloco, China e Rússia, é fortemente defendida por Xi, com apoio do líder russo Vladimir Putin, e destacada por ambos como eixo da nova ordem mundial a ser consolidada no planeta depois da desordem provocada por Trump. Isso foi dito ao americano com todas as letras, no seu encontro com Xi no início de junho, em Pequim, quando o líder chinês disse publicamente que passou a era da dominação de alguns países sobre os outros.

Portanto, se a classificação do Comando Vermelho e........

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