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Lula ergue a defesa da soberania nacional contra os ataques de Trump ao Brasil

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Por José Reinaldo Carvalho – A defesa enfática da soberania nacional pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se uma barreira fundamental contra a ofensiva política, econômica e diplomática de Donald Trump sobre o Brasil. Por meio de tarifas extraordinárias, sanções, ameaças, relatórios sobre segurança pública e pressões contra instituições brasileiras, a Casa Branca procura interferir no processo político do país e favorecer o bolsonarismo, velho conhecido da diplomacia da subserviência.

As declarações e exigências da administração Trump representam uma escalada sem precedentes na relação bilateral. Sob os pretextos de combater o narcotráfico e proteger as liberdades econômica e de expressão, Washington tenta impor ao Brasil uma agenda subordinada aos interesses norte-americanos, desgastar o governo Lula e abastecer a oposição de extrema direita com armas eleitorais.

A ofensiva avança por frentes coordenadas. Na segurança pública, um relatório anual enviado ao Congresso dos Estados Unidos acusou o Brasil de “falhar” no enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), classificados previamente pelo governo norte-americano como organizações terroristas globais.

Ao chamar o Brasil de “hub global da cocaína” e cobrar medidas militarizadas imediatas, Trump tenta assumir uma espécie de tutela sobre a política de segurança brasileira, subsidiando o bolsonarismo com argumentos. Ato contínuo, um dos seus acólitos, circunstancialmente candidato à Presidência da República, empunhou esta bandeira como a principal ideia força de sua campanha. É como se as forças nacionais devessem aguardar instruções de Washington antes de enfrentar organizações criminosas dentro do próprio território.

A classificação do PCC e do CV como “Organizações Terroristas Estrangeiras” ampliou os riscos dessa estratégia. Embora apresentada como uma iniciativa contra o financiamento do narcotráfico, a decisão abriu espaço para interpretações perigosas, principalmente após declarações do Pentágono sobre possíveis incursões e operações terrestres na América Latina.

Diante da ameaça de militarização externa da segurança pública, o governo brasileiro advertiu sobre o risco de uma intervenção dos Estados Unidos. Entidades especializadas e movimentos progressistas também destacaram o caráter eleitoreiro e intervencionista da medida, que pode produzir uma percepção artificial da impotência do Estado, estimular a instabilidade social e fortalecer os discursos autoritários de “lei e ordem” promovidos pela direita.

O governo Lula foi firme na resposta. O Ministério da Justiça e Segurança Pública, em nota oficial, rejeitou as acusações de omissão. O Executivo também ressaltou que o enfrentamento ao crime organizado é uma prioridade nacional. Entre as medidas mencionadas estão a sanção da Lei Antifacção, em março de 2026, e as ações de inteligência e bloqueio de ativos que impuseram prejuízos bilionários às........

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