menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Salário nominal versus salário real: o poder de compra no centro da negociação coletiva

30 0
17.08.2026

Segundo o DIEESE, nos últimos 12 meses até junho de 2026, 80,3% das 15.841 negociações registradas no Sistema Mediador (plataforma do Ministério do Trabalho e Emprego para registrar e acompanhar acordos e convenções coletivas de trabalho) conquistaram ganhos acima da variação do INPC-IBGE (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A variação real média dos resultados dessas negociações foi de 1,18% acima da inflação. Na negociação dos salários, o ganho real é muito importante porque ele estabelece um avanço concreto no poder de compra dos trabalhadores.

Para a compreensão deste tema por parte dos trabalhadores, uma noção importante é a distinção entre salário nominal e salário real. O primeiro é o valor em dinheiro que aparece no contracheque, o montante expresso em reais que o trabalhador recebe. É o valor “de face”, sem considerar o que ele consegue comprar. O salário real, por sua vez, é o poder de compra desse salário, ou seja, o que ele efetivamente consegue adquirir em bens e serviços, descontado o efeito inflacionário. A relação entre os dois conceitos é simples: Salário Real = Salário Nominal / Índice de Preços (inflação). Isso implica que:

Se o salário nominal sobe igual à inflação → o salário real se mantém estável (mantém o poder de compra).

Se o salário nominal sobe menos que a inflação → o salário real cai (o trabalhador perde poder de compra, mesmo ganhando mais em reais).

Se o salário nominal sobe mais que a inflação → o salário real aumenta (ganho real de fato).

Na........

© Brasil 247