O príncipe, a modelo e a perversão sexual: os tentáculos de Epstein no Brasil
A prisão do ex-príncipe Andrew joga foco na teia de relações que o financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein teceu ao longo de décadas, inclusive no Brasil. Na semana passada, o 247 revelou com exclusividade a compra de um apartamento em bairro nobre de São Paulo, em 2005. Epstein foi representado pelo escritório Machado Meyer, um dos mais requisitados do Brasil por instituições financeiras.
Dois anos depois da compra, Epstein transferiu o imóvel para a modelo e empresária brasileira Ana Maria Gomes de Macedo, que hoje mora na Espanha. Epstein, que morreu numa prisão em Nova York em 2019, tem CPF ativo no Brasil e foi representado no negócio pelo advogado Flávio Gonzaga Bellegarde Nunes, que já não atua mais na banca Machado Meyer.
Representar um empresário em um negócio imobiliário não é crime. Mas o negócio chama a atenção por algumas peculiaridades. Para os padrões de Epstein, é um imóvel modesto. Ele tinha mansões em Nova York, Palm Beach, Paris e em uma das Ilhas Virgens Americanas, no Caribe.
O imóvel que adquiriu de uma médica se situa na Vila Olímpia e está avaliado hoje em R$ 1,5 milhão. Ele o comprou em 2003, por R$ 245 mil. Dois anos depois da compra, o valor que aparece na escritura de transferência para a empresária e modelo e sua irmã é de R$ 179,3 mil.
Epstein vendeu o imóvel por um valor 26% menor que o de compra. Estranho para alguém que é apontado como um bem sucedido homem de negócios. A menos que Ana Maria Macedo fizesse........
