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Decisão de Flávio Dino sobre aposentadoria de juízes coloca milícias e Flávio Bolsonaro no foco

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16.03.2026

O juiz alcançado pela decisão de Flávio Dino sobre o fim da aposentadoria compulsória foi acusado de favorecer policiais militares que serviam a milícias — grupos que, por sua vez, mantinham ligações com o esquema de Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente pelo PL. À frente da Vara Única de Mangaratiba, no Rio de Janeiro, o magistrado Marcelo Borges Barbosa reintegrou pelo menos 32 PMs afastados por cometer crimes a serviço da milícia.

Um dos bandidos de farda beneficiados foi o cabo Anderson de Souza Oliveira, o Mugão, expulso da PM em agosto de 2014. Ele foi acusado de participar do assassinato do também policial militar Anderson Luiz de Assis Santos, em outubro de 2011, numa disputa com Márcio Gabriel Simão — também cabo da polícia — pelo controle da milícia da favela do Quitongo, em Brás de Pina, na Zona Norte do Rio.

Mugão chegou a ficar três anos preso e, em 2016, entrou com uma ação em Mangaratiba para ser reintegrado à corporação. Conseguiu decisão favorável de Marcelo Borges Barbosa, embora não residisse na cidade nem tivesse sido acusado de cometer crimes na região. Os outros 31 PMs reintegrados pelo juiz também não........

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