Avibras renasce com Lula e recoloca a soberania brasileira no centro do debate nacional
Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva percorria as instalações da empresa ao lado do vice-presidente, Geraldo Alckmin, trabalhadores observavam a cena com uma mistura de alívio e expectativa. Para eles, a visita simbolizava a sobrevivência de milhares de empregos. Para engenheiros e militares, representava algo ainda maior: a preservação de uma capacidade tecnológica construída ao longo de mais de seis décadas e considerada estratégica para a defesa do país.
Poucos metros adiante, o capitão de fragata da Marinha, hoje na reserva, Robinson Farinazzo, observava dezenas de jornalistas ocupando os corredores da fábrica.
Sorriu e resumiu o momento em uma frase.
“Toda a imprensa brasileira está aqui. O Brasil está redescobrindo o Brasil.”
Mais tarde, olhando para os enormes galpões que voltavam à atividade, completou:
“A maior fábrica de mísseis e foguetes do hemisfério sul do planeta está de volta.”
As duas declarações sintetizam o significado político, econômico e estratégico da reabertura da Avibras.
A empresa nunca foi apenas mais uma fabricante de equipamentos militares.
Desde sua fundação, em 1961, tornou-se um dos maiores símbolos da engenharia nacional aplicada à defesa, responsável pelo desenvolvimento do sistema Astros, exportado para diversos países, pelo míssil de cruzeiro MTC-300 e por tecnologias que colocaram o Brasil entre o seleto grupo de nações capazes de desenvolver sistemas complexos de foguetes e mísseis.
Agora, inicia uma nova etapa.
Além de retomar seus programas tradicionais, a Avibras prepara sua entrada em um dos segmentos mais importantes da indústria militar contemporânea: os sistemas aéreos não tripulados. A empresa........
